Açúcar amargo

Assisti ao Baixio das Bestas, do cineasta Cláudio Assis. O que me levou a escolher a Sala 2 foi o tom que certas resenhas (aqui, aqui e aqui) deram à película. A história se passa na Zona da Mata pernambucana e envolve prostituição, produção de cana-de-açúcar, classe ruralista e regionalismo (maracatu e sambada, por exemplo). Os comentários que li sobre o filme (o da revista piauí, de maio, é o principal deles) questionam a moral do cineasta, devido à exposição da nudez de uma personagem e à abordagem violenta dos fatos. Pra mim, foi o mesmo que ver o cinema brasileiro dos anos 70, aquela produção carioca, no entanto com toda a cor e a fotografia que os recursos atuais disponibilizam. O enredo está na nessa mesma direção e, por isso, na contramão da atual onda de roteiros a la “Cidade de Deus”. Cláudio Assis filmou Amarelo Manga, uma referência para quem escuta música alternativa – a trilha é da trupe do manguebeat. Acredito que Baixio das Bestas não passa na televisão.



















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