quinta-feira, setembro 14, 2006

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Amor Mata

Existe uma máxima por aí que diz: o amor é o descuido do ódio. Condenado e depois absolvido pelo crime que ficou conhecido como o “massacre do Carandiru”, o coronel reformado Ubiratan Guimarães foi morto na última semana com um tiro de revólver calibre 38. No estalar da notícia, não restou dúvida para a opinião pública: foi vingança!
Hoje, os canais de comunicação dão praticamente como certa a participação, logo a autoria, das “namoradas” do militar neste assassinato. Daí surgem pérolas populares: “um homem tão ruim, só podia ter uma pessoa tão ruim apaixonada por ele!” A lógica do povo corta como navalha deixando a carne aparecer.
Chamo, no entanto, a atenção para este fato devido ao desdobramento que o mesmo levou. Foi um verdadeiro caso de CSI (Crime Scene Investigation) – série dramática norte-americana sobre investigadores que utilizam os mais diversificados recursos para encontrar a prova do crime. Foi assim com Ubiratan, Suzane (já condenada), Rugai (que aguarda o júri popular) e outros.
Da mesma forma que assistimos aos programas religiosos, “shoptimes” e coisas do gênero, não tardará o dia em que as emissoras irão veicular em suas grades um sem número de atrações judiciais. Será o espetáculo dos julgamentos, que ganhará força com a disseminação da tv digital. Por isso, a discussão já foi lançada com seus prós e contras.Os advogados vão se esbaldar. Uma vez que não lhes é permitida a publicidade de seus serviços, poder contar com a televisão para divulgar feitos e desfeitos é um grande privilégio. E como as pessoas não param de amar, certamente crimes desta ordem não cessarão de acontecer.

Um comentário:

jairo junior disse...

A massa gosta de pão e circo, envolvendo amor, sexo e ódio vira uma novela das oito.

Isso na minha opinião( que não é grande coisa) é consequência de vidas vazias.